Quanto Custa Viajar para a Coreia do Sul em 2026: Guia Completo de Gastos e Roteiro

1. O fascínio da Coreia e o planejamento

A Coreia do Sul deixou de ser apenas um ponto distante no mapa da Ásia para se tornar o epicentro do desejo de viajantes do mundo todo em 2026. O fenômeno não é por acaso: fomos capturados pela “Onda Coreana” (Hallyu), que trouxe através das telas os K-dramas apaixonantes, as coreografias perfeitas do K-pop e uma gastronomia que equilibra tradição com uma estética impecável. Mas, quando o desejo de atravessar o globo bate à porta, a primeira pergunta que surge é: “Quanto custa realizar esse sonho?”

Muitos viajantes acreditam que a Coreia é um destino inacessível, mas a realidade é surpreendente. Planejar uma viagem para Seul, Busan ou Jeju exige, sim, organização financeira, mas o país oferece uma versatilidade rara. É possível viver a experiência coreana de forma econômica, explorando lojas de conveniência e guesthouses charmosas, ou mergulhar no luxo tecnológico de Gangnam. Neste guia, vamos detalhar cada custo para que você possa organizar seu orçamento com os valores atualizados de 2026, transformando o “rabisco no papel” em uma passagem comprada.

Seul em 2026: Onde a tradição milenar encontra o futuro tecnológico.

2. Documentação, Passagens e Preparativos: O que pagar antes de embarcar?

Antes mesmo de provar o primeiro bibimbap, o seu orçamento começa a ser desenhado ainda no Brasil. Em 2026, a burocracia para brasileiros na Coreia do Sul permanece simplificada, mas exige atenção. O primeiro item é o K-ETA (Autorização Eletrônica de Viagem). O custo é baixo (cerca de 10.000 KRW, algo em torno de R$ 40 a R$ 50), mas é obrigatório solicitar online com antecedência. Sem ele, você nem embarca.

O segundo investimento essencial e que nunca deve ser negligenciado é o Seguro Viagem. Na Coreia, os custos hospitalares para estrangeiros podem ser altíssimos. Um bom seguro para 15 dias em 2026 custa, em média, entre R$ 300 e R$ 500, dependendo da cobertura.

Quanto às passagens aéreas, este é o maior peso do seu orçamento. Em 2026, com a alta demanda, voos saindo de São Paulo ou Rio de Janeiro (geralmente com escala nos EUA, Europa ou Oriente Médio) estão custando entre R$ 6.500 (em promoções raras) e R$ 9.500 em alta temporada. O segredo aqui é monitorar com pelo menos 6 meses de antecedência.

Por fim, não esqueça dos itens que facilitam a vida no aeroporto e no destino. A Coreia usa tomadas de dois pinos redondos, então um adaptador universal é indispensável.

💡 Dica de Compra: Para manter minha mala organizada e não esquecer nenhum cabo, uso estes Organizadores de Mala e este Adaptador Universal de Tomada que já levo em todas as viagens.

3. Hospedagem: Onde dormir em Seul, Busan e Jeju

A escolha da hospedagem na Coreia do Sul é o que vai definir o “estilo” do seu orçamento. Em 2026, o mercado hoteleiro coreano está mais diverso do que nunca, oferecendo desde experiências ultratecnológicas até o minimalismo tradicional. O valor que você vai gastar depende drasticamente do bairro escolhido. Em Seul, por exemplo, ficar em Myeongdong é prático para compras, enquanto Hongdae é a alma jovem e mais barata da cidade.

Para quem viaja no estilo Econômico, os Hostels e Guesthouses em bairros universitários custam entre R$ 150 e R$ 250 por noite. São lugares limpos, seguros e muitas vezes com um design incrível, mantendo aquela estética coreana que amamos. Se você busca o padrão Intermediário (o famoso conforto sem luxo exagerado), espere investir entre R$ 450 e R$ 750 por noite em hotéis de redes locais como o Sotetsu Fresa ou L7.

Para uma experiência autêntica, você não pode deixar de reservar pelo menos uma noite em um Hanok (casa tradicional). Dormir no chão (em futons confortáveis) em Bukchon Hanok Village custa a partir de R$ 600, mas a paz e a estética das fotos valem cada centavo. Se o seu foco for o Luxo, distritos como Gangnam abrigam hotéis cinco estrelas com diárias que ultrapassam os R$ 1.500, oferecendo vistas deslumbrantes do Rio Han.

Hospedagem na Coreia: do charme dos Hanoks tradicionais ao luxo moderno de Seul.

Em Busan, os preços tendem a ser 15% mais baixos que em Seul, exceto se você fizer questão de acordar de frente para a praia de Haeundae. Já em Jeju, a ilha dos sonhos, o ideal é alugar um carro e ficar em pensões charmosas no interior, que custam em média R$ 400 a diária.

4. Alimentação: Do Street Food ao Churrasco Coreano

Se existe um lugar onde o seu dinheiro é bem convertido em felicidade, esse lugar é a mesa coreana. Em 2026, a Coreia do Sul continua sendo um paraíso gastronômico onde o luxo e o simples convivem porta a porta. Para o viajante que quer economizar sem perder a essência, as lojas de conveniência (as famosas CU e GS25) são paradas obrigatórias. Por lá, você consegue uma refeição digna de K-drama com ramyeon, onigiri e um café gelado por cerca de R$ 35 a R$ 50. É a solução perfeita para aqueles dias de roteiro intenso.

Mas a alma de Seul está nas ruas. O Street Food em bairros como Myeongdong oferece tesouros como o Tteokbokki (bolinhos de arroz apimentados) ou os famosos espetinhos de peixe por valores entre R$ 15 e R$ 30. Agora, se você busca a experiência clássica do Churrasco Coreano (K-BBQ), prepare o orçamento para algo em torno de R$ 150 a R$ 200 por pessoa, já incluindo os infinitos acompanhamentos (banchan) que tornam a mesa um espetáculo visual.

E como não falar das cafeterias? Para nós, que amamos um ambiente minimalista e bem decorado, as cafeterias coreanas são quase templos de design. Em 2026, tomar um café em um lugar “instagramável” em Seongsu-dong ou Yeonnam-dong custa entre R$ 30 e R$ 50. Pode parecer caro para um café, mas você não está pagando apenas pela bebida, e sim pelo ambiente impecável, pelo silêncio reconfortante e pela estética que parece saída de um filme. É o investimento ideal para quem quer sentar, rabiscar um caderno e observar o movimento da cidade.

5. Transporte: Como se locomover com eficiência

A malha de transporte da Coreia do Sul é, sem dúvida, uma das mais eficientes do mundo, e em 2026 ela está ainda mais integrada. O seu melhor amigo nessa jornada será o T-Money, um cartão pré-pago que você compra em qualquer loja de conveniência por cerca de R$ 15 e vai carregando conforme a necessidade. Uma viagem de metrô ou ônibus custa, em média, R$ 5 a R$ 7. O sistema é tão inteligente que, se você fizer baldeação entre ônibus e metrô em um curto intervalo, o segundo trecho sai quase de graça.

A eficiência coreana se traduz nos trilhos: o KTX não é apenas um transporte, é o tempo ganho para aproveitar cada segundo da viagem.

Para quem pretende sair de Seul e explorar outras cidades, o KTX (trem-bala) é a escolha óbvia. Cruzar o país de Seul até Busan leva menos de 3 horas e custa em torno de R$ 250 a R$ 300 o trecho. Se você estiver com o orçamento mais apertado, os ônibus de viagem (Express Bus) são extremamente confortáveis e custam metade do preço, embora levem o dobro do tempo.

Uma dica de ouro para 2026: evite táxis em horários de pico. Embora o valor inicial seja justo (cerca de R$ 18 a R$ 22 a bandeirada), o trânsito de Seul pode ser cruel com o seu bolso. Use e abuse dos aplicativos como o Naver Maps ou Kakao Maps, já que o Google Maps não funciona com precisão total para rotas a pé ou de transporte público no país devido a questões de segurança nacional.

6. Passeios e Compras: Onde investir seu tempo (e dinheiro)

A Coreia do Sul é um daqueles raros destinos onde os principais pontos turísticos não custam uma fortuna. Em 2026, visitar os palácios reais de Seul, como o imponente Gyeongbokgung, continua sendo uma pechincha cultural (cerca de R$ 15). Mas aqui vai o “pulo do gato”: se você estiver vestindo um Hanok (o traje tradicional coreano), a sua entrada é gratuita. Alugar um Hanok por 4 horas custa em torno de R$ 80 a R$ 120, e eu garanto que a experiência de caminhar entre as paredes de pedra milenares sentindo-se parte da história vale cada clique.

Para quem busca adrenalina ou uma vibe mais lúdica, os parques temáticos como Lotte World (em Seul) ou Everland (nos arredores) têm ingressos que variam entre R$ 220 e R$ 350. São experiências de dia inteiro que mostram o lado vibrante e tecnológico da diversão coreana.

Agora, respire fundo porque chegamos ao templo do consumo: o Skincare. Myeongdong é o paraíso das máscaras faciais e séruns, mas o segredo dos locais em 2026 é a rede Olive Young. Por lá, você encontra protetores solares premiados e a famosa essência de caracol por valores entre R$ 60 e R$ 130 muito mais barato do que importar para o Brasil. Não esqueça de levar seu passaporte para as compras acima de 30.000 KRW; o Tax Free é feito na hora em muitas lojas, devolvendo o imposto diretamente no seu cartão ou em dinheiro. É como ganhar um “desconto extra” para tomar mais um café estético no final do dia.

💡Dica de compra: O queridinho absoluto de 2026 é o kit da linha Perfect Serum da Mise en Scène (aquela da embalagem laranja).

7. Quanto levar na carteira em 2026?

Planejar uma viagem para a Coreia do Sul é como montar um quebra-cabeça de experiências. Para te ajudar a visualizar o montante final, preparei um resumo baseado em uma viagem de 15 dias, considerando os preços médios que encontramos em 2026. Lembre-se que estes valores não incluem a passagem aérea, já que ela varia muito conforme a sua cidade de origem.

CategoriaEstilo Econômico (Mochileiro)Estilo Intermediário (Conforto)
HospedagemR$ 3.000 (Hostels/Guesthouses)R$ 7.500 (Hotéis 3/4 estrelas)
AlimentaçãoR$ 1.800 (Lojas de Conveniência/Street Food)R$ 4.500 (Restaurantes/Cafés)
TransporteR$ 600 (Metrô/Ônibus)R$ 1.200 (KTX/Táxis eventuais)
Passeios/ExtrasR$ 800 (Palácios/Templos)R$ 2.500 (Lotte World/Skincare/Tours)
TOTAL MÉDIOR$ 6.200R$ 15.700

Viajar para a Coreia é investir em um repertório cultural que poucas nações conseguem oferecer com tanta segurança e hospitalidade. Seja economizando no ramyeon para gastar em um skincare tecnológico, ou se permitindo o luxo de um Hanok tradicional, o importante é que o país cabe no seu planejamento se você usar as ferramentas certas. Agora que os números estão na mesa, qual será o seu primeiro passo em Seul?

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Rolar para cima